Nostalgia

05/18/2011

Tem coisas que do nada você sente saudades, uma simples sensação sobre algo que você viveu (provavelmente) nos tempos de infância e, de alguma forma, ficaram marcados. A esse sentimento, damos o nome de nostalgia.

Nostalgia, segundo a Wikipedia, é uma sensação de saudades de um tempo vivido, frequentemente idealizado e irreal. Em outras palavras, é basicamente a falta que você sente dos seus tempos de colégio, amigos, do desenho que você via na TV na hora do almoço, do cheiro de alguma bala ou chiclete que só estava à venda nos seus tempos de moleque, enfim.

Atenção: nostalgia é diferente de saudade. A saudade é a falta que se tem de alguém ou algo, e basta reencontrar-se com o objeto de sua saudade para que a mesma desapareça e seja saciada a falta. Já nostalgia é algo que apenas cresce quando você se depara com o objeto da mesma. Um cheiro bom do café que sua avó preparou na cozinha, por exemplo. Se você vier a sentir o mesmo cheiro novamente, a nostalgia vai aumentar em questão de segundos. Um exemplo claro de nostalgia pra mim, é o Kinder-Ovo.

Ainda existe no mercado o Kinder-Ovo, mas definitivamente não é a mesma coisa. Nem sei mais se ainda vem surpresinha dentro dele. Era um tempo bom quando eu conseguia juntar umas moedinhas de dez, vinte e cinto centavos, e corria até a vendinha que tinha na esquina da minha casa para comprar um Kinder-Ovo. Quando eu insistia MUITO, minha mãe comprava aquela caixinha com 3 unidades, mas aí dava na mesma, eu tinha que dividir com meus irmãos. Lembro que cada surpresinha que um de nós três ganhássemos, era colocada na cômoda. Poderia ser um leãozinho, um hipopótamo, algum brinquedinho pra montar (vinha com manual de instruções e tudo!) e quando assustamos, a superfície da cômoda do quarto estava lotada.

Uma coisa que me traz uma nostalgia legal era a musiquinha dos Ducktales que passava na TV Globo, muuuuito tempo atrás. Garimpei no Youtube, e achei o vídeo. Quando eu dei play e ouvi a musiquinha de novo, lembrei na hora!

Comentei com o Albert, que tem um filho pequeno, o Aaron, ele não teve a oportunidade de viver uma época dessa, e quando ele estiver maiorzinho, os videogames já estarão num estágio gráfico muito avançado. Porém, com pouca diversão.


Cruzeiro, Cruzeiro, fodido.

05/05/2011

Eu não vou falar é mais nada. Casa tá caindo pro Cruzeiro e mesmo assim a mariada não desce do salto.

2009 foi a mesma coisa, entraram em campo cantando vitória, e olha no que deu. E de quebra, no final da partida de ontem, o treinador Cuca mostra o quanto é um merda de profissional e ainda agride o jogador do time adversário, Rentería, gerando confusão ao final da partida. Deixa o cara em paz, Cuca. Ele não tem culpa de você não cumprir com seu dever profissional e ético em campo. No mais, dormi feliz ontem.


UFC e comida japonesa

05/05/2011

E no sábado que cometi um sacrilégio pro meu bem-estar, e caí na bobeira de aceitar convite da minha mãe pra comer comida japonesa. Eu não sei de onde minha mãe inventou de virar moderninha, estou com um certo receio. Daqui a pouco ela começa a ouvir Muse e usar camiseta com frases non-sense (non-sense pra pessoas normais) em inglês.

Já que não tava fazendo nada mesmo, me esqueci totalmente de que a Sportv ia transmitir ao vivo o UFC 129, tendo como luta principal do card Jake Shields x George St. Pierre, e fui na idéia de comer papá de samurai assim, sem nem lembrar da luta que seria transmitida. Nessas horas eu vejo que aplicativos de lembretes nos celulares fazem falta. Eu anotaria algo do tipo, “QUEBRA PAU UFC” e configuraria pra tocar no sábado, com a broca e a bebida no esquema.

Resultado: ao invés de ficar em casa vendo a porrada comer solta, o chute que o Couture levou do Mashida (tive um flashback do mesmo chute que o Belfort tomou do Anderson Silva, aquele pé na fuça deita o peão de forma certeira, é mais efetivo que tiro na cabeça), a luta do Jose Aldo contra o Homminick (que ficou com o rosto desfigurado e um ovo do tamanho de uma bola de tênis na testa, e não é exagero), acabei tendo que engolir peixe cru em pleno sábado à noite.

Nada contra comida japonesa. Aliás, tenho. É cara e não é boa. Mais negócio seria comer uma pizza ou um rodízio de carne. Não me vejo sendo um apreciador dessa culinária, peixe cru não tem gosto. A única função disso é tirar ondinha nas fotos do facebook pra render comentários dos hipsters posteriormente.

Nasci no Brasil, aprecio a culinária local. Batata frita, carne, cerveja, refrigerante, torresmo, mandioquinha frita, maçã de peito, e carne garrada no dente. E nem como tanta carne ou bebo tanta cerveja assim. Provei, não gostei, pronto. Da culinária japonesa, o único prato que eu como feliz são as mulheres mesmo.

Nunca comi nenhuma japonesa, entretanto. Até onde eu me lembro. E reza a lenda que elas tem a vagina assim: __ e não assim: |

Sério.

Enfim, a luta. Pois é, não pude ver muita coisa, eu estava num restaurante japonês, e a minha única chance de ver a luta era uma LCD de sei lá quantas polegadas na parede, que pro meu infortúnio, exibia o DVD “Um Barzinho, Um Violão”. Comida japonesa, musiquinha pau no cu, demora na entrega e pra piorar, não tinha catchup nem maionese. Foda-se se eu pareci um imbecil quando pedi.

Um registro da noite:

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Esse aí sou eu galera.

Enfim, sobre a luta, que eu julgo ser o propósito do post. A noite foi do Brasil, com certeza. Vitória do Machida por nocaute em cima do veterano Randy Couture, cuja luta era a última. Ou seja, fechou a carreira com uma derrota por nocaute, péssima lembrança pra ele. Mas não tira o mérito, um cara de 48 anos com uma carreira meteórica no MMA, três vezes campeão mundial do UFC peso-pesado e duas vezes meio-pesado. Machida ainda prestou homenagem ao veterano após a luta, dizendo que sempre foi um sonho enfrentá-lo. Acho que já serve pra fechar a carreira.

Há boatos de que os organizadores do MMA querem fechar uma luta entre Jon Jones e Lyoto Machida. Não acho impossível de acontecer e seria bom demais uma luta entre os dois, mesmo que não seja a principal da noite (que não raro, é a que menos vale a pena ver), poderia mesmo chegar a acontecer. Eu, em favor do Brasil, torceria pro Machida. Mas o bom-senso me obriga a acrescentar: com a performance que o Jon Jones vem mostrando ultimamente, ele vai moer o Machida no cacete sem piedade. Jon Jones é sem favor nenhum, o segundo melhor da atualidade, perdendo apenas (é claro) pro Anderson Silva. Tudo pode acontecer né, mas ainda acho que Jon Jones levaria essa fácil. A envergadura dele é altíssima, e tal fator é decisivo na hora da luta.

E o combate entre o Homminick e o Jose Aldo, dispensa comentários: a cara do sujeito após a luta mostrou facilmente que o Brasil tem poder decisivo no mundo do MMA:

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Só pude acompanhar essas 2 lutas posteriormente, a única que eu realmente vi ao vivo foi principal, Jake Shields vs. St. Pierre. E só tenho um comentário, foi a luta mais chata da noite. St. Pierre manteve o cinturão praticamente de graça, ambos os lutadores mostraram sinais de medo do adversário do início ao fim e a luta acabou sendo definida pela decisão dos juízes mesmo. Resultado, a luta principal ilustra o que eu citei ali em cima, nem sempre é a que mais vale a pena assistir.

E ainda dizem que o presidente do UFC, Dana White, sonha em ver uma luta entre St. Pierre e Anderson Silva. O aranha vai cubar o canadense na porrada até o bichim miar e chamar a mãe. Sem chance do St. Pierre conseguir se manter no ringue com a qualidade de luta que ele mostrou no sábado.


Osama Bin Laden

05/04/2011

Eu poderia iniciar o post de hoje com

“tudo começou em setembro de 2001, numa manhã que o mundo inteiro assistia ao vivo ao sofrimento de mais ou menos 3000 pessoas aguardando a hora da sua morte enquanto viam os aviões sequestrados por terroristas serem jogados por terroristas pra dentro de um dos andares de ambas as torres gêmeas (World Trade Center)”,

mas isso é verdade somente parcialmente. A verdade absoluta é que essa história tem início desde quando o mundo é mundo e essa rivalidade entre afegãos e americanos já está no sangue de muitos cidadões de ambos os países.

O responsável pelos ataques às torres foi o homem mais procurado do mundo, Osama Bin Laden, fundador e líder da Al-Qaeda, grupo terrorista que efetuou o atentado deixando 2996 cidadãos americanos mortos naquele dia. Desde então, ele se manteve desaparecido e somente no dia 01/05/2011 o governo americano através de uma operação militar, confirmou a morte do terrorista para o mundo, através de declarações à imprensa.

Como estamos na era da informação, não demorou pra que se formassem 2 grupos em relação ao fato: os que condenam Bin Laden e os que, pasmem, o taxam de herói.

Taxar de herói um homem que com sangue-frio, comandou um ataque que deixou milhares de pessoas mortas é, até pros padrões do século XXI, uma total falta de sanidade. Mas não é raridade, o ódio criado em torno dos EUA acabou por colocar o resto do mundo contra eles. Efeito colateral disso: moralistas que julgam entender de história condenando o povo norte-americano pelo twitter, teclando do seu Macbook e pagando de “mente aberta”.

VEJA BEM: em nenhum momento eu digo que os Estados Unidos da América são os inocentes da história. O governo americano tem mostrado através da história, atos de tirania que oprimem as condições de vida de diversas nações ao redor do mundo, por poder e dinheiro. Nunca neguei esse fato, que é uma verdade absoluta. Não venho aqui condenar também, qualquer cidadão de um ou outro país, que vive ou não o medo do terrorismo. As razões do terrorismo são os atos e decisões dos governantes, e no mundo da política é mais ou menos assim: bateu, levou.

E então, Osama Bin Laden fez o que fez. Claro, não teria feito se não fosse um fanático pela sua desprezível forma de agir, que é através da matança, sendo assim um terrorista. E é exatamente aí que os formadorezinhos de opinião argumentam:

“AHHHHH, MAS ELE MATOU PRA PROTEGER O PAÍS DELE DAS GARRAS MALVADAS DOS EUA NÉ CATITO AF”

Como diabos um atentado terrorista contra os EUA iria oferecer proteção ao povo saudita/afegão? Não vejo COMO isso pode ser possível.

Meu caro, eu não sei em que mundo você vive, mas no mundo real os fins não justificam os meios. Matar é matar. O que ele fez é um crime contra a humanidade, uma barbaridade sem precedentes, o maior ataque terrorista da história.

E se querem saber, um pequeno detalhe: depois dos atentados, o então presidente dos EUA, George W. Bush iniciou a chamada Guerra ao Terror, ordenando tropas americanas a invadir e ocupar países como o Afeganistão e Iraque. Se Bin Laden cometeu o atentado pra proteger seu povo, o efeito foi contrário. O peso da presença americana nos países pesou muito mais desde então.

O mundo ficou melhor sem ele, porém não com menos risco. A Al-Qaeda vai querer retaliação, enquanto eu digito isso, enquanto você lê isso, tem nêgo colocando bomba dentro do casaco e pronto pra morrer.

Repito, é loucura taxar de herói um terrorista, que movido pelo fanatismo provocou milhares de mortes e como efeito colateral, ainda provocou a ira de sua pátria inimiga, aumentando assim a opressão em seu país.

Se Bin Laden fosse um herói mesmo, procuraria uma solução diplomática, pacífica ou até mesmo um protesto. Argumentar que seus objetivos de libertação de sua pátria foram a causa de seu ato é ser tão louco como ele. Herói foi Gandhi, herói foi Nelson Mandela que se sacrificou pelo seu povo, passando 28 anos preso por se recusar a abandonar a causa pela qual lutou sua vida inteira, herói foi Martin Luther King Jr., que deu sua vida pela igualdade racial no mundo. Colocar Bin Laden ao lado de homens como eles é cuspir no caixão de um por um.

Bin Laden foi um covarde em todas as etapas de seu plano: matou inocentes pra punir um governo que ele odiava, usando como desculpa a libertação do seu povo. Se escondeu durante 10 anos, até que o mesmo governo que ele procurou atingir o encontrou e puniu quem realmente era o responsável pelos ataques. Morreu como um porco, e não poderia ter sido diferente.


Rapidinhas

04/19/2011

Eu, navegando nos longínquos e mais obscuros mares da web, vejo as mais diversas bizarrices e, entre elas, coincidências que parecem convenientes demais para ser APENAS uma coincidência.

Veja:

Chiliquento, não aguenta trollagem, fala merda no twitter o tempo inteiro, metido a influente, paga de rebelde quando na verdade não passa de um bebêzão, tanto na web quanto fora dela. Não aguentou, desconversa ou corre do pau. De quem eu to falando?

cardoso

A diferença mais gritante entre o Tico Santa Cruz e o Cardosão é que um escreveu 11 livros de qualidade duvidosa. O outro faz música. De qualidade péssima, comprovada. Tudo chiliquento.

#CARDOSOVOLTA
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E na empresa que eu trabalho entre muitos funcionários, tem um rapazinho que eu diria que é do tipo frutinha. Morde a fralda, os pais desconfiam, mas vai levando. Daí, ele, numa bobeira de emprestar celular pra copiar alguma coisa, esquece que o conteúdo do celular de um homem diz tudo sobre ele.

Naquele dilema do tipo “é ou não é”, eis a prova final, colhida e protocolada pelo @3in:

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Nem pegar ele na cama com outro homem teria um resultado tão preciso.
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Pessoal aí tá me criticando pelo bullying no twitter, estou desapontado comigo mesmo.


Conjuntivite

04/12/2011

Eu não sei aonde você, leitor que ocupa essa cadeira carcumida lendo esse texto, mora. Pra ser franco, é cada visita de local cabuloso que eu recebo, que já me acostumei com a teoria de que “Catito” é um deus ou no mínimo um guerreiro venerado em algum país explorado na África. Caso contrário, metade das visitas nesse blog oriundas de lá estariam inexplicáveis. A outra metade se explica pelo polêmico post sobre a maconha.

Mas se você morar no Vale do Aço, provavelmente notou por aqui e ali que tá tendo surto de conjuntivite e lá em casa não foi diferente: meus pais e meus dois irmãos também acabaram pegando e ficando com os olhos do tamanho de uma goiabona da feira, e lacrimejantes. Em São Paulo ocorreu fato parecido, e pesquisando aqui e acolá (já que sou moleque xereteiro mesmo), vi que em Timóteo a parada tá caótica também nessa questão de zói inchado.

Lá em casa no começo foi minha mãe e meu pai que apareceram com a infecção. Sendo vice-diretora numa escola infantil, ela pode ter pego por lá, de algum aluno. Por certo algum pai ou mãe doido pra ficar longe do filho por pelo menos umas horinhas (já que ultimamente, toda criança vem crescendo com espírito de satanás dentro do corpo, como se o próprio demônio tomasse conta do comportamento do moleque) e ficar em paz sem ter que segurar a vontade de moer o pivete no cacete, mandou pra lá sem notar que tava com conjuntivite. O meu pai, eu sei lá como foi ficar com o olho vermelho do nada.

E mexe daqui, mexe dali, meus irmãos também pegaram, me senti um ser-humano em Raccoon City prestes a pegar a infecção também, e andar por aí de óculos escuros até mesmo no período noturno. Não é surpresa eu me sentar aqui e ler a notícia de que está tendo surto não somente na minha casa, mas em Timóteo também.

Agora já pensou, se conjuntivite cegasse ou deixasse sequela? Ia ser tipo aquele filme, Blindness. A epidemia se espalharia, geral ia bater o carro. Quem não tivesse infectado ia bater também. Não o carro, mas a carteira de quem estivesse. Aí teria um ponto bom e um ruim: o bom é que muita gente perdendo consideravelmente a visão, bateriam mais a jaca nos postes da vida. Foda é que poucos conseguiriam ver ou presenciar tais momentos. Aquele humorista, o Ceguinho, ia perder o único ponto que o tornava especial, já que se todo mundo é cego também, você se torna só mais um.

Uma nova geração de leitores em braille seria criada, e todos os livros do Dan Brown seriam impressos nessa linguagem, e o best-seller “O Segredo” (um livro que só pode ter sido escrito pelo Walter Mercado de tão picareta) teria também sua versão para os cegos.

Pode acontecer de já ter todos esses livros disponíveis em braille e eu aqui querendo encher parágrafo. Ou você acha que eu chequei?

Todo mundo ia precisar de um cão guia também, foda é que as ruas ficariam infestadas de bosta de cachorro, causando aquele mal cheiro nas ruas. E ficaria ainda pior, já que a lenda é que se você perde a visão, os outros sentidos ficam mais aguçados. Seria um caos irremediável, inclusive lá em casa: sem enxergar, eu não consigo acertar o rumo da urina do pênis ao vaso sem causar lambança, isso seria uma tragédia pra dona Penha, minha mãe, que efetua a limpeza do recinto periodicamente. Pra ser franco, seria até pior: sem enxergar, como eu vou saber se a tampa do vaso sanitário está sequer aberta? Nem venha me sugerir mijar sentado, está totalmente fora de cogitação. A vida seria uma eterna brincadeira de cabra-cega, onde a cabra seríamos todos nós.

Um apelo pra Associação Mundial da Saúde: dá um jeito nessa merda, senão geral tá fodido. E que seja de graça.

PS: eu até postaria uma foto de um olho inchado, mas é nojento demais você abrir o blog e dar de cara com uma imagem daquelas.


Caos em Realengo – depois que a poeira baixou

04/11/2011

Pra você que esteve pelas redondezas de sei lá, Marte, na semana passada, e não está entendendo ainda qual é a desse caos todo que se ocasionou, vou resumir mais ou menos o que houve: na última quinta-feira, dia 07 de abril, Wellington Menezes de 23 anos entrou em uma escola municipal na Zona Oeste do RJ, e abriu fogo contra os estudantes, matando 12 crianças e deixando outras tantas feridas. A Polícia (que de fato, segundo foi constatado, agiu o mais rápido possível) conseguiu conter a ação antes que o número de mortos fosse maior, atingindo o atirador na perna. O mesmo se suicidou, atirando contra a própria cabeça.

poolday

É entendido que ele já sabia que ia morrer após terminar a chacina, caso contrário, não teria deixado uma carta.

No momento da cobertura da tragédia, eu estava na fila do banco aguardando pra ser atendido e vendo ao vivo pela TV os fatos. Não entendi muito bem na hora, mas foi coisa que abalou geral, e uma tragédia dessas (apesar de que vai ser esquecida daqui a pouquinho) choca mesmo. Com a mídia em cima e precisando gerar pauta, um assunto vira mil e começa o pandemônio na mídia.

Pra começar, nossa amiga Sônia Abrão, cujo programa é o que mais explora pauta com tragédia nesse Brasil, perdeu as estribeiras no twitter com uma internauta que fez uma piadinha citando o seu programa e pediu respeito. Babaquices a parte dessas emissoras de nível baixo que ela faz parte, até outro dia ela explorava pauta sobre o goleiro Bruno lá naquela espelunca de programa e vem pedir respeito. A produção arruma um jeito de levar psicólogos, advogados, todo o tipo de profissional pra dar um pitaco. Na morte de uma celebridade, lucra a funerária, os filhos lucram com a herança, e é claro, a Sônia Abrão com seu programa.

E sobre os comentários populares: não galera, o que ocasionou o massacre não foi falta de Deus no coração. Não interessa o que disse a senhora no ponto de ônibus ou na fila do banco, ou até mesmo o Datena. O ateísmo não tem nada a ver com insanidade, falta de caráter ou essa sua ilusão de cidadão de bem. Tanto é que na carta, o lunático afirma esperar que “Jesus volte e o acorde do sono da morte”.

Aliás, um recado pra Jesus: se eu for pro céu e o assassino Wellington Menezes também for, eu quero a minha morada longe da dele. Eu posso não valer nada, mas melhor que assassino de criancinhas lunático eu tenho certeza que sou.

Como já é de costume, também no twitter surgiram vários especialistas em segurança pública assim, do nada, dando pitaco. Um grande abraço pro gênio da internet, o Cardoso, que usou o seu (muito visitado, por sinal) twitter pra divulgar em tempo real o que eu já estava vendo pela TV e sem a pertinência de um internauta autor de 11 livros medíocres opinando sobre segurança pública e caos urbano. Aliás, a nova onda do Cardoso é se achar um grande meio de comunicação pra veicular informações durante uma tragédia, visitem o perfil e veja até onde chega a sanidade de uma pessoa.

E de mais a mais, como li em um tweet por aí, surgem os seguintes tipos de pessoas nessas ocasiões: os que fazem a tragédia, os que se revoltam com a tragédia, os que fazem piada, e os que se revoltam com os que fazem piada. E daí se cria um loop: quem faz a piada gosta que se revoltem com elas, e aí continuam. É mais ou menos como tentar apagar o fogo usando gasolina.

Já houveram pais querendo transferir seus filhos da escola atacada para outras escolas da região. Não opino sobre o caso, mas acho que isso me parece meio nonsense e atitude de pai desesperado que não pensa direito (nesse caso, compreensível). Um cara foi lá e meteu tiro nas crianças, e depois se matou, oras. Não quer dizer que vai acontecer de novo. Se usarmos o bom-senso, a conclusão é essa.

E assim como a causa do assassinato não foi a falta de Deus no coração, não é bullying também, como estão pregando por aí. Fui zoado na escola por ser magro e torto, zoei muito também quem dava motivo e, tirando algumas briguinhas no recreio onde os ânimos se alteraram, nunca que a violência chegou ao ponto de eu me ver entrando numa escola e sair dando tiros em toda criança que vejo. A população brasileira tá decadente no sentido de saúde mental e um lunático desse tipo foi só um derrotado a vida inteira por não ser homem o suficiente pra se defender das ofensas que o atingiam. Não vejo qualquer ligação de bullying contra um covarde (em ambos os sentidos: de não saber se defender quando criança e adolescente e de atirar sem motivos em crianças) e uma chacina dessas.

A questão é só uma: o cara era doente mental e o bullying que ele sofrera na infância era pelo seu aspecto escroto. Outra pessoa que sofresse o mesmo tipo de ofensas, porém com saúde mental, esqueceria ou no mínimo se defenderia.

O mesmo exemplo posso dar pela situação que passei ontem: no momento que fui estacionar o carro numa vaga perfeitamente livre (sem impedimentos, ou sequer um cone pra sinalizar), um sujeito que era doente mental bateu com relativa violência contra meu vidro dizendo que a vaga estava reservada para o “Trenzinho da Alegria”. O meu ímpeto de descer e tirar satisfação com o sujeito foi grande, mas aí pensei “vou acabar preso por discutir com um cara que não tem nem noção do que faz ou diz, ou sequer é senhor dos próprios atos.” Típico caso do cara que foi zoado na infância, não foi homem pra se defender e aí cresce achando que tá todo mundo contra ele. Curiosidade, o cara era católico, usava óculos de fundo de garrafa, tinha 1,54 no máximo e usava aquela blusa gola polo do jacarézinho. Eu não precisaria de uma chave de rodas pra fazer um estrago na cara do infeliz mas, na minha mente sã, eu calculo que eu iria preso por isso.

O caso meu povo, foi causado por insanidade mental. Não foi falta de religião (essa que sim, matou demais), não foi bullying, foi insanidade mental. Parem de arrumar desculpinhas pra gerar mídia.


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